11 de julho de 2011

Poluição na Amazónia

Área do tamanho de 180 campos de futebol
devastada por químicos na Amazónia

Uma área do tamanho de 180 campos de futebol na floresta da Amazónia acaba de ser devastada por químicos tóxicos pulverizados por avião, uma nova forma mais silenciosa e grave de desmatação, revelaram as autoridades. Quatro toneladas de veneno, prestes a ser utilizadas, foram apreendidas noutro local.

Bastaram duas horas de helicóptero sobre a floresta da Amazónia para o Ibama (Instituto brasileiro do meio ambiente e dos recursos naturais renováveis) descobrir, na segunda semana de Junho, uma área com milhares de árvores em pé, mas sem folhas e esbranquiçadas pela acção dos químicos, avança o jornal “A Folha de São Paulo”.

Esta desmatação química aconteceu no estado do Amazonas, a Sul do município de Canutama, perto da fronteira com o estado da Rondónia, entre o Parque Nacional de Mapinguari e a terra indígena Jacareúba/Katawixi, que ainda não foi demarcada.

Depois de o avião lançar os químicos tóxicos sobre a floresta, as árvores ficam esbranquiçadas, o solo e os lençóis freáticos contaminados e os animais e insectos acabam por morrer. No prazo de uma semana, todas as folhas das árvores caem e ficam apenas os troncos. As árvores com valor comercial são, então, derrubadas por madeireiros, explica o jornal. O terreno depois é limpo com queimadas, para criar pastos para o gado. O responsável pelo crime ambiental ainda não foi identificado.

O Ibama chegou à área destruída, de 178 hectares, depois de o sistema por satélite Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), ter revelado indícios do crime ambiental. "Fomos verificar e confirmámos a destruição”, contou Jerfferson Lobato, chefe da Divisão de Controle e Fiscalização do Ibama no estado do Amazonas, ao jornal.

Este não é caso único. Já em 2008, as autoridades descobriram uma área de cinco hectares destruída por herbicidas no estado da Rondónia, na região de São Francisco do Guaporé.

Apreendidas quatro toneladas de veneno escondidas na floresta

Em comunicado, o Ibama revela que apreendeu ainda cerca de quatro toneladas de herbicidas altamente tóxicos que seriam utilizados como desfolhante para destruir três mil hectares de floresta. “O herbicida estava armazenado em local inadequado, escondido no meio da mata e seria pulverizado na floresta com o uso de aeronave” disse Cícero Furtado, coordenador da operação.

Estes produtos são usados na agricultura para controlar as ervas daninhas mas precisam de licença para aquisição e a sua aplicação tem de ser acompanhada por um engenheiro agrónomo. “Se forem aplicados inadequadamente podem causar sérios danos ao ambiente, como a poluição de lençóis freáticos, perda de diversidade biológica de solos e morte de animais e insectos”, explica o Ibama.

O responsável já foi identificado e sofrerá as penalidades previstas na Lei de crimes ambientais, que prevê multa de 500 a dois milhões de reais (220 a 882 mil euros).

Jerfferson Lobato afirma que o uso de agrotóxicos acelera o desmatamento de florestas públicas. O fenómeno é recente, no entanto. O mais comum é devastar com motosserras, tractores e queimadas. Os infractores “mudaram de estratégia porque em pouco tempo conseguem destruir mais áreas com os agrotóxicos", afirmou Lobato.

Em Maio foram derrubados 268 quilómetros quadrados de floresta da Amazónia, um aumento de 2,5 vezes em relação ao mesmo mês do ano passado, revela o Inpe.

Fonte: Público

10 de julho de 2011

A caminho dos 7 mil milhões

Uma infografia sobre o aumento da população mundial, no sítio do Público.

Rinocerontes em risco

Crime organizado matou 200 rinocerontes
em seis meses na África do Sul

Nos primeiros seis meses do ano o crime organizado e os caçadores ilegais mataram 200 rinocerontes na África do Sul, a maioria no Parque Nacional Kruger, denuncia hoje a organização WWF.

Se nada for feito para travar o abate ilegal, poderão morrer mais rinocerontes este ano do que em 2010, quando se atingiu um recorde de 333 animais mortos naquele país, alerta a WWF (Fundo Mundial da Natureza).

Desde o início de 2011, a organização registou 193 rinocerontes abatidos, 126 no Kruger. “Os actos de abate ilegal são cometidos, quase sem excepção, por criminosos sofisticados que, por vezes, caçam a partir de helicópteros e utilizam armas automáticas”, disse Joseph Okori, coordenador do programa Rinocerontes na WWF.

“A África do Sul está em guerra contra um crime organizado que se arrisca a deitar por terra os progressos excepcionais que foram conseguidos até agora”, acrescentou.

Desde 2006 que o país regista um aumento da caça ilegal aos rinocerontes, cujos cornos são muito procurados na Ásia, pelas suas pretensas virtudes medicinais ou para servir de decoração. O fenómeno acelerou em 2010, com um recorde histórico de 333 animais abatidos, contra os 122 de 2009 e 13 em 2007. A imensa reserva do Kruger foi a mais afectada com 146 rinocerontes mortos só no ano passado.

Por isso, a África do Sul – que alberga 70 por cento da população mundial destes grandes mamíferos – intensificou os seus programas de luta e não hesita em responder à violência dos caçadores ilegais. Desde Janeiro, as Forças Armadas patrulham o Parque Kruger.

Este ano, as autoridades detiveram 123 pessoas suspeitas de ter cometido actos de caça ilegal; seis deles foram condenados. “Aplicar sanções severas pelos crimes cometidos demonstram o compromisso do Governo sul-africano”, comentou Morne du Plessis, director da WWF naquele país.

Em Dezembro de 2010, Joseph Okori já tinha constatado que esse ano “foi desastroso para a protecção dos rinocerontes”. “As organizações criminosas na África do Sul operam com uma tecnologia muito avançada. Estão muito bem coordenadas. Isto não é a caça furtiva habitual.”

A África do Sul não é o único país com este problema. Em Junho, a Suazilândia registou o seu primeiro rinoceronte morto ilegalmente no espaço de 20 anos.

Apenas restam no planeta 25 mil rinocerontes, distribuídos por três espécies na Ásia e duas em África, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Quatro estão ameaçadas de extinção. A caça e a desflorestação causaram danos na Ásia. Os rinocerontes de Java e de Sumatra estão classificados como espécies em perigo crítico de extinção e o rinoceronte da Índia está dado como vulnerável.

Em África, estes grandes mamíferos foram dizimados pela caça nos séculos XIX e XX. Mas graças à criação de parques nacionais e à luta contra o abate ilegal, a população de rinocerontes brancos é hoje de 17.500 animais e a de rinocerontes negros 4.200, precisa a UICN.

Ainda assim, estes esforços poderão ser anulados pela Ásia, onde um corno de rinoceronte pode ser vendido a 70 mil dólares, ou mesmo mais, no mercado negro, apesar da proibição da CITES (Convenção sobre o comércio internacional das espécies de fauna e flora selvagens ameaçadas de extinção).

Fonte: Público

9 de julho de 2011

Pirâmides etárias

Elaborada por um especialista em Excel, português, e publicada no seu blogue (Excelcharts.com). Ver mais, aqui. Uma forma alternativa de representar a mesma informação.