27 de Julho de 2014

Há quem lhe chame talefe

Vértice geodésico. Indica uma posição geográfica exata, assinalada em cartas militares.

(Os acessórios apenas ajudam a descansar ou a passar o tempo...)

Um mundo cada vez mais urbano (versão 2014)


Foi publicado muito recentemente, pelas Nações Unidas, mais um relatório "World Urbanization Prospects - 2014" sobre as tendências na urbanização no mundo. 

As conclusões não andam longe daquelas de anos anteriores. Espera-nos um planeta marcado pelo aumento da urbanização, com a Índia, a China e a Nigéria a marcarem o ritmo.
 
"In today’s increasingly global and interconnected world, over half of the world’s population (54 per cent) lives in urban areas although there is still substantial variability in the levels of urbanization across countries. The coming decades will bring further profound changes to the size and spatial distribution of the global population. The continuing urbanization and overall growth of the world’s population is projected to add 2.5 billion people to the urban population by 2050, with nearly 90 per cent of the increase concentrated in Asia and Africa. At the same time, the proportion of the world’s population living in urban areas is expected to increase, reaching 66 per cent by 2050" 
Nações Unidas 2014

Descarregar o documento aqui.

21 de Julho de 2014

Sobre o percurso do rio Amazonas

O rio Amazonas tem hoje um percurso bastante diferente daquele que teve nos seus primórdios. Se hoje a deslocação das águas se faz sensivelmente de Oeste para Este, até há cerca de 65 milhões de anos, fazia-se na direção oposta, desaguando no Oceano Pacífico. A elevação da cordilheira dos Andes alterou tudo.  Quem o revela é Sid Perkins, um jornalista de ciência, no Science Magazine.

Amazónia

Fonte: NASA

22 de Junho de 2014

Viagens com drones

FireShot Pro Screen CaptureAtendendo a que os "drones" já parecem já estar ao alcance de "qualquer" bolsa, já há quem se dedique a filmar e a partlilhar alguns voos. É o caso do sítio TravelbyDrone.

E Portugal já dispõe de umas quantas experiências.

Pesca de arrasto de fundo

Portugal proíbe arrasto de fundo no oceano atlântico norte

 A medida, que afeta dois milhões de quilómetros quadrados da plataforma continental portuguesa, foi publicada em Diário da República através da Portaria nº 114/2014, de 28 de maio. A pesca de arrasto é amplamente reconhecida como prática de pesca destrutiva, sendo a sua proibição uma forma de salvaguardar os ecossistemas do fundo do mar e a biodiversidade associada. A pesca de fundo está também a ser repensada a nível europeu, encontrando-se o Conselho Europeu a debater um novo regulamento.
Fonte: Naturlink

Os porquês do mar e da atmosfera

“IPMA-Escolas: Os porquês do mar e da atmosfera” - Um projecto de cidadania
IPMA-escolas 

A Ciência está, hoje em dia, omnipresente nas nossas vidas: da exploração dos recursos naturais às consequências das alterações climáticas, há poucos aspectos do quotidiano que não dependam de novas descobertas científicas e avanços tecnológicos. A literacia científica e uma profunda compreensão do modo como os cientistas interrogam o mundo – o método científico –, mais do que um parêntesis meramente cultural, tornou-se uma crucial questão de sobrevivência para toda a Humanidade. Assim, consciente do papel institucional do IPMA enquanto laboratório do Estado, um grupo de investigadores arregaçou as mangas e lançou o “IPMA-Escolas: Os porquês do mar e da atmosfera”. Como o próprio nome indica, trata-se de um projecto de divulgação da Ciência para os alunos dos diferentes níveis de ensino, por enquanto focado no pré-escolar e no primeiro ciclo do ensino básico. Contando já com a experiência no terreno de alguns dos membros do grupo, o objectivo é o de, descontraidamente, levar a Ciência até aos mais novos, através de divertidas experiências ao vivo, histórias, vídeos, apresentações e textos adequados aos diferentes níveis etários, ou simples conversas “à roda da fogueira”. As acções a desenvolver centrar-se-ão na temática do mar e da atmosfera e visam mostrar um pouco da Ciência que se faz no IPMA. Incutir nas crianças o gosto pela procura de respostas aos “porquês” que as habitam, aguçar-lhes o espírito crítico, estimular-lhes o raciocínio dedutivo e conduzi-los à alegria da descoberta são os pilares centrais deste autêntico projecto de cidadania participativa. E, porque atento às possibilidades abertas pelas novas tecnologias de informação e comunicação, o projecto “IPMA-Escolas” marcará presença na Internet através do blogue “IPMA-Escolas” (ipmaescolas.blogspot.com/) e de uma página no Facebook.
2014-06-09 (IPMA)

9 de Junho de 2014

“os mais rijamente decididos”

FireShot Pro Screen Capture

"Milhares de portugueses passaram a fronteira para Espanha “a salto” entre as décadas de 60 e 70. Uma viagem em que se arriscava a vida para fugir da ditadura, por motivos económicos, políticos, e até mesmo para fugir à guerra colonial. 40 anos depois vivem em França cerca de um milhão e seiscentos mil portugueses. A maioria integrados na sociedade, e muitos em cargos importantes da vida económica e política do país. Cinco milhões de portugueses vivem fora do país." Uma reportagem da Porto Canal, a ver aqui.

5 de Junho de 2014

Desflorestação e deslizamentos de terra

"In recent decades the state allowed logging — with restrictions — on the plateau above the Snohomish County hillside that collapsed in last weekend’s deadly mudslide."(Seattle Times)

Clique aqui para ver o mapa interativo do deslizamento.

FireShot Pro Screen Capture

22 de Maio de 2014

Viajar nos EUA sem avião

Este mapa mostra como alcançar qualquer lugar dos EUA sem recorrer ao avião, através da rede pública de transportes terrestres. Útil para planeadores do território e para geógrafos. Aqui.

17 de Maio de 2014

Filmes para serem utilizados em sala de aula

 
O blogue CineAprendizagem apresenta uma vasta coleção de sugestões de filmes e documentários que podem ter utilidade para a sala de aula de Geografia. Para além do contributo do blogue no elencar de filmes, há ligações para planos de aula para explorar os filmes / documentários. Já para não esquecer as ligações para visualizar ou descarregar os filmes.

A verdade sobre a população mundial


"Don't panic. The truth about population" é um documentário sobre a população mundial, baseado nos gráficos de Hans Rosling, da Fundação Gapminder. Pode ser visualizado aqui ou adquirido o DVD aqui.

5 de Maio de 2014

Planeta urbano

"Área urbanizada do planeta triplicou em 14 anos"

"A superfície terrestre voltou a ser catalogada depois de um levantamento feito em 2000. Catorze anos depois, a versão actualizada é a mais detalhada de sempre sobre a forma como está distribuído o planeta. Conclusão: a área com construção humana triplicou e ocupa agora 0,6% da Terra, enquanto as zonas de cultivo e as cobertas por árvores diminuíram.  

A base de dados Global Land Cover SHARE, divulgada pela Organização para a Alimentação e Agricultura (FAOdas Nações Unidas, reuniu informação sobre toda a superfície terrestre recolhida através de imagens por satélite e da harmonização de definições e padrões internacionalmente aceites para a classificação da superfície terrestre. Até aqui, este processo era complexo, já que eram utilizados dados de países e organizações recolhidos através de processos com diferentes critérios de selecção de informação.

“Pegámos nas melhores bases de dados disponíveis nacional e internacionalmente, criámos imagens de alta-resolução e juntámo-los numa base de dados global com uma resolução de aproximadamente um quilómetro quadrado”, explica o responsável pelo projecto na FAO, John Latham, ao site de informação científica SciDev. Para garantir que os dados eram o mais correctos possível, foram visitados mil locais aleatoriamente para confirmar se se tratava de uma área de cultivo ou de uma zona de pastagem, por exemplo.
Reunidos os dados, a equipa de Latham classificou as zonas do planeta em 11 categorias — urbana, deserto, corpos de água, vegetação herbácea, manguezais, neve e glaciares, áreas arborizadas, cultivo, pastagens, vegetação escassa e áreas de vegetação arbustiva.

Comparando os dados de 2000 com os recentemente reunidos, o Global Land Cover SHARE concluiu que se, por um lado, as zonas com construções feitas pelo homem ganharam terreno em 14 anos, as áreas de cultivo diminuíram de 15,7% para 12,6%, e a superfície terrestre coberta de árvores perdeu espaço, recuando de 29,4% para 27,7%. À excepção das zonas ocupadas por neve, glaciares e a Antártica (2,7%) todas as outras zonas cresceram e apresentaram novas percentagens no planeta: deserto (15,2%), vegetação herbácea, escassa e arbustiva e pastagens (31,5%), corpos de água e manguezais (2,7%).
John Latham considera que saber de que forma a superfície terrestre é preenchida é “essencial para promover uma gestão sustentável dos recursos” do planeta, nomeadamente a produção agrícola para alimentar uma população em crescimento — actualmente mais de sete mil milhões —, mas também garantir a protecção do ambiente.

Para o responsável do Global Land Cover SHARE, este projecto é “uma ferramenta valiosa para avaliar a sustentabilidade da agricultura e para suportar provas baseadas num desenvolvimento rural sustentável e no uso da terra que contribua para reduzir a pobreza, permitindo sistemas agrícolas e alimentares inclusivos e eficientes e aumentar a resiliência dos meios de subsistência”.
Quanto à questão ambiental, o projecto é apresentado como um meio para compreender as alterações climáticas e o seu impacto nos recursos naturais e na produção de alimentos.
Com a diminuição das áreas de cultivo para 12,6% da superfície terrestre, John Latham alerta que é necessário inverter o que poderá ser uma tendência, dado o crescimento constante da população mundial. A FAO estima que a produção de alimentos para dar resposta a este crescimento terá que aumentar 60% até 2050." 
Fonte: Público 5.5.2014

 Descarregar aqui o relatório Global Land Cover SHARE

Teorias de desenvolvimento


1 de Maio de 2014

40 anos de estatísticas

FireShot Pro Screen Capture

Por ocasião do 25 de Abril, o INE edita uma publicação que, com recurso a informação estatística, ilustra o caminho percorrido e as principais alterações registadas em Portugal, nas últimas quatro décadas. Aceder ao documento interativo e em ficheiro [pdf].