17 de abril de 2019

Observar. Refletir. Questionar.


Altitude: critérios

Crédito: Sketchplanations (via Simon Kuestenmacher)

Contrastes

Los Angeles

Atlas Global do Carbono


ATLAS GLOBAL DO CARBONO. Um excelente recurso interativo a explorar, para o estudo das emissões de CO2 e dos hidrocarbonetos. Aqui.


No mesmo sítio, a História do Carbono, permite fazer uma viagem sobre o uso do carbono ao longo da existência humana, conhecer o presente e antecipar as alterações futuras caso se intensifique ou mantenha a sua utilização. Um recurso online muito interativo e altamente recomendável para utilizar na sala de aula.

Tráfego urbano


15 de abril de 2019

Placas tectónicas

Crédito: Brooksbank Geography

Na imagem, o ponto de contacto entre as placas tectónicas da América do Norte e da Eurásia, na Islândia. As placas estão a afastar-se a um ritmo médio de 2,5 cm/ano.



Cidadania territorial e Geografia

Que aprender com a revolta dos esquecidos?
"Beethoven, um dos maiores compositores de sempre, sofria de surdez. Habermas, um dos grandes especialistas em comunicação, nasceu com um lábio leporino. Orlando Ribeiro, um exímio leitor de paisagens, era estrábico. Todos eles superaram características que poderiam ter afetado gravemente as atividades em que se distinguiram. Face à menorização crescente, académica e pública, de muitas das áreas científicas centradas no conhecimento, planeamento e gestão dos territórios e das paisagens, o exemplo destes três autores devia constituir uma fonte de inspiração para nos ajudar a pensar como ultrapassar essa situação. 
Afinal, o que se passou? Em Economia, a disciplina de desenvolvimento regional desapareceu dos currículos das principais universidades. A Geografia, entre modelos, especializações e sistemas de informação geográfica, deixou de se preocupar com a sua antiga joia da coroa, a geografia regional. A Sociologia há muito trocou a sociologia rural pela sociologia do ambiente. A arquitetura paisagista foi abandonando a visão mais ampla de paisagem a favor de uma ótica de projeto, de desenho, de intervenções em jardins e espaços verdes urbanos. Na Engenharia, o setor florestal foi perdendo alunos e espaço nas academias. Em suma, em todos estes domínios disciplinares parece haver uma tendência comum: a crescente subvalorização da dimensão territorial e paisagística. 
Porquê? Não existe uma explicação única e universal, nem sequer um conjunto de explicações aplicável por igual aos vários domínios referidos. Mas podemos identificar uma constelação de fatores que, em combinações diferenciadas, contribuíram, em cada um desses domínios, para a referida tendência. A especialização e complexificação do conhecimento científico convivem mal com interpretações integradas de base disciplinar. Os assuntos relacionados com a terra e o território são vistos como antiquados face a temas emergentes, mais atrativos pelas oportunidades de carreira, renumeração e notoriedade que proporcionam. A administração pública perdeu a áurea de um setor profissional que atraía os melhores, tendo sido substituída pelo brilho do mundo das empresas e por uma cultura de ação mais instrumental e com retorno financeiro e reputacional mais imediato. As políticas públicas e o planeamento perderam reconhecimento e relevância a favor das dinâmicas de mercado.
O trabalho de campo, moroso e cansativo, é substituído pelo trabalho de gabinete apoiado em ferramentas de análise à distância cada vez mais sofisticadas. Por tudo isto, e por motivos mais circunstanciais, desencadeiam-se espirais regressivas de difícil reversão: menos procura por parte dos estudantes e dos empregadores, menos oferta por parte da academia, menos poder nos centros de decisão pública e privada, menos reconhecimento social.
Afinal, para que serve tirar um desses cursos ou, quando eles persistem metamorfoseados de acordo com os ares dos novos tempos, por que razão escolher (quando ainda existem) disciplinas que tratam essas matérias? A resposta foi dada, de forma inesperada e brutal, no dia 17 de junho de 2017 com a deflagração do enorme e mortífero incêndio florestal de Pedrógão Grande.
De repente, todos – decisores políticos e comunicação social, populações em sofrimento e especialistas, comentadores de café e gente solidária – começaram a usar repetidamente as mesmas palavras: paisagem, território, floresta, ordenamento, mundo rural, “interior”... As populações, os lugares e as realidades que deixámos de escutar, estudar e compreender abriam os telejornais, ocupavam as primeiras páginas dos jornais, preenchiam as redes sociais. Era a revolta, inesperada e sofrida, dos esquecidos, dos que contavam pouco. Porque não eram “modernos”. Porque não eram relevantes para a construção de uma economia competitiva e de uma sociedade cosmopolita.
Julgávamos que éramos saudáveis: ao contrário dos três autores inicialmente invocados, pensávamos que ouvíamos, falávamos e víamos bem. Estávamos enganados. Resta-nos, agora, superar a nossa surdez, as nossas dificuldades de comunicação, a nossa incapacidade de ver. Como? Reconstruindo o valor científico, social e político dos saberes sobre territórios e paisagens."
João Ferrão in Público. 14.abril.2019

24 horas de atividade na Internet

Custo de vida no mundo em 2019

Crédito: How Much / The Economist

Florestas

Um artigo Visual Capitalist, aqui, com recursos visuais interessantes sobre o pulsar do planeta no que respeita ao coberto florestal.

14 de abril de 2019

9 de abril de 2019

Estudo de caso - Fertilidade na Austrália


"The Population Experts" contém um largo número de artigos sobre a população da Austrália, entre os quais se conta este gráfico da evolução da taxa de fertilidade desde 1937 até aos nossos dias.

2 de abril de 2019

1 de abril de 2019

Transporte de mercadorias no mundo



Um magnífico mapa interativo com a posição de cada navio de transporte de mercadorias nos mares e oceanos, ao longo do ano 2012. Clicar na barra cronológica em baixo para escolher o dia do mês e observar o quadro de valores. Crédito: Our World in Data

Terras vazias

Fonte: @simongerman600

Menos de 5% da população mundial vive nas áreas de cor azul.

31 de março de 2019

Atlas das paisagens florestais


Mais um recurso para o estudo dos recursos florestais e a sua relação com a pressão demográfica, neste caso um atlas das paisagens florestais, uma parceria IUCN, Universidade de Maryland e World Resources Institute, com vários temas possíveis para visualizar.

23 de março de 2019

Ciclo da água


Como ler um gráfico - Versão Trump


Donald Trump, o presidente dos EUA, acena com um gráfico e diz, orgulhoso: "Vocês não precisam saber o que está aqui representado. Tudo o que vocês sabem é que é uma boa linha". 
Gosto particularmente da forma como abana o gráfico para que os presentes leiam e interpretem o gráfico.

Ora, não importa o que é que a "linha" representa. O que importa é que é uma "boa linha", porque "sobe", deduz-se.



Estado dos rios europeus

Crédito: World Wildlife Fund Europe (@wwfeu)