17 de outubro de 2009
16 de outubro de 2009
14 de outubro de 2009
Índices de poder de compra: MacDonalds vs. IKEA
"O que é que um hambúrguer tem em comum com uma estante de mais de dois metros de altura? A pergunta parece o início de uma anedota, mas a resposta até é bastante séria: servem os dois para construir indicadores de análise económica.
O primeiro destes indicadores já tem 23 anos e poucos são os economistas no Mundo que não o conhecem. O índice Big Mac - o produto mais popular da cadeia defast foodMcDonalds - foi uma ideia de Pam Woodall, jornalista da revistaThe Economist, e desde que começou a ser publicado é utilizado como uma referência, muito simples mas ainda assim interessante, na comparação do custo de vida em vários países do Mundo e na análise do valor da maior parte das divisas mundiais. Tudo usando o preço aplicado pela McDonalds em todos os países em que comercializa o famoso hambúrguer.
O segundo indicador foi criado há duas semanas e é o novo rival do índice Big Mac. Outra jornalista, Kristian Siedenburg, da agência Bloomberg, achou que poderia também ser útil fazer o mesmo exercício com um dos produtos mais populares do Ikea: a estante modelo Billy, em cor branca e com 2,02 metros de altura. O objectivo do índice Billy é exactamente o mesmo que o do índice Big Mac e comprova, se ainda dúvidas houvesse, que a a cadeia de produtos domésticos sueca já atingiu o estatuto da McDonalds como marca à escala global.
Porquê estes produtos?
Tanto o Big Mac como a estante Billy reúnem características - muito difíceis de encontrar noutros bens - que os tornam ideais para serem utilizados neste tipo de índice: são vendidos em grandes quantidades numa enorme variedade de países, os seus preços são definidos pela mesma entidade para cada país e são produzidos da mesma maneira em todo o Globo.
Assim, é possível saber, de forma exacta e imediata, quanto é que um português e um americano gastam para comprar o mesmo produto, com a mesma marca, no mesmo tipo de loja e com a mesma qualidade de serviço. A partir daqui torna-se possível ficar com uma ideia de qual é, tendo como referências os hambúrgueres e as estantes, o custo de vida suportado em diferentes países. E perceber também quais as moedas que estão sobrevalorizadas ou subavaliadas. Cruzando com outros dados, como o salário médio por hora trabalhada, fica-se ainda a saber quantas horas é preciso trabalhar em cada país para poder comprar um Big Mac ou uma estante Billy.
O problema, claro, é que a análise de apenas um produto isoladamente deixa muita coisa por explicar. E por isso, não é surpreendente que, apesar de todas as características que têm em comum, os dois índices acabem por chegar a resultados bastante diferentes. 
Se no caso da estante Billy, os preços mais baixos se encontram nos Emiratos Árabes Unidos, logo seguidos de vários países europeus, como Portugal e a Espanha, quando se verificam os dados obtidos com o Big Mac, os preços na Europa figuram entre os mais altos, ao passo que os valores mais baixos estão em países asiáticos como a China.
O índice Big Mac, a ser usado desde 1986, tem revelado ser um indicador muito útil, especialmente no que diz respeito à análise do valor relativo das divisas. A lógica seguida é a de que, se depois de convertidos em dólares, os preços praticados no Big Mac são mais altos num país do que no outro, então, isso significa que a divisa de um país está sobrevalorizada nos mercados cambiais face à outra. O índice Big Mac tem vindo a apontar nos últimos meses para uma sobrevalorização do euro face ao dólar e, no sentido contrário, para uma subvalorização do iuan, a divisa chinesa, confirmando aquilo que outros indicadores, mais complexos, têm vindo a mostrar.
Outros dados
Os dados obtidos com a estante Billy não permitem chegar à mesma conclusão. Mas será que estão errados? Ou simplesmente servem para analisar outro tipo de realidade. A autora do novo índice Billy dá algumas explicações para as diferenças nos resultados dos dois índices. "Apesar de ambos os produtos servirem para comparar diferentes níveis de preços em vários países, as estantes Billy não são, como é óbvio, compradas com tanta frequência como os Big Mac. Além disso, os preços do Ikea não são tão flexíveis, os consumidores alvo são bastante diferentes e os custos de produção e distribuição podem ser influenciados por diferentes factores", afirma Kristian Siedenburg.
Seja como for, o facto de um produto Ikea ter sido escolhido para rivalizar com a McDonalds é a última prova do fenómeno que a empresa sueca constitui na economia globalizada. A empresa fundada por Ingvar Kamprad em 1943 já está instalada em 37 países com mais de 300 lojas. Da Europa aos Estados Unidos, passando pelo Mundo islâmico e por Israel, o grupo IKEA tem uma presença verdadeiramente global, que permite ao seu fundador estar no quinto lugar do ranking dos mais ricos do Mundo da revistaForbes.
Tal como os hambúrgueres da McDonalds, os móveis do IKEA são hoje reconhecidos pela maioria da população do Mundo desenvolvido e, por isso, o índice criado por Kristian Siedenburg pode aspirar a que, um dia, possa ser pelo menos usado como complemento do seu rival Big Mac."
in Jornal PÚBLICO online 27/9/2009.
12 de outubro de 2009
10 de outubro de 2009
IV Congresso Ibérico de Didáctica da Geografia

A Associação de Professores de Geografia, o Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa e o Grupo de Didáctica da Associação de Geógrafos Espanhóis vão organizar o IV Congresso Ibérico da Didáctica da Geografia, e convidam todos os interessados na Educação Geográfica, a participar activamente neste evento que pretende criar um espaço de partilha entre todos os docentes de Geografia.
Desde 2001 que a Associação de Professores de Geografia e o Grupo de Didáctica da Associação de Geógrafos Espanhóis realizam o Congresso de Didáctica da Geografia (Madrid, Lisboa e Almagro) onde foram apresentadas mais de 100 comunicações de educadores de vários graus de ensino, desde o 1º ciclo ao ensino superior.
Em 2009 esperamos alcançar o mesmo sucesso, estando já inscritas mais de 40 comunicações, sobretudo no domínio das experiências educativas na educação Geográfica.
Para saber mais, leia a newsletter.
MacDonaldlândia
"As I hurtled down the highway, a pair of golden arches crept over the horizon, and the proverbial lightbulb smacked me in the forehead. To gauge the creep of cookie-cutter commercialism, there’s no better barometer than McDonald’s – ubiquitous fast food chain and inaugural megacorporate colonizer of small towns nationwide.
So, I set out to determine the farthest point from a Micky Dee’s – in the lower 48 states, at least. This endeavor required information, and the nice folks at AggData were kind enough to provide it to me: a complete list of all 13,000-or-so U.S. restaurants, in CSV format, geolocated for maximum convenience." Weather Sealed
7 de outubro de 2009
6 de outubro de 2009
APOGEO
O último número (36) da APOGEO já foi distribuído e o Alan Parkinson, que escreveu um artigo, sobre o ensino da Geografia no Reino Unido, fez eco da revista no seu blogue Living Geography.5 de outubro de 2009
2 de outubro de 2009
30 de setembro de 2009
Um recurso para ..... a gripe
28 de setembro de 2009
25 de setembro de 2009
Por que são tão baratas as companhias "low cost"

20 de setembro de 2009
O "berço" da nação americana - Philadelphia, PA
19 de setembro de 2009
15 de setembro de 2009
12 de setembro de 2009
9 de setembro de 2009
Monopólio online

Será lançado hoje, dia 9 de Setembro, aquele que se espera vir a ser o maior jogo online do mundo: o Monopólio sobre a base do Google Maps, intitulado Monopoly City Streets.Os aficionados do velhinho Monopólio podem assim jogar tendo por base as ruas do mundo real. Consultar mais, aqui.
6 de setembro de 2009
Catástrofes
3 de setembro de 2009
1 de setembro de 2009
25 de julho de 2009
22 de julho de 2009
19 de julho de 2009
The Oil Intensity of Food
Today we are an oil-based civilization, one that is totally dependent on a resource whose production will soon be falling. Since 1981, the quantity of oil extracted has exceeded new discoveries by an ever-widening margin. In 2008, the world pumped 31 billion barrels of oil but discovered fewer than 9 billion barrels of new oil. World reserves of conventional oil are in a free fall, dropping every year.
Discoveries of conventional oil total roughly 2 trillion barrels, of which 1 trillion have been extracted so far, with another trillion barrels to go. By themselves, however, these numbers miss a central point. As security analyst Michael Klare notes, the first trillion barrels was easy oil, "oil that's found on shore or near to shore; oil close to the surface and concentrated in large reservoirs; oil produced in friendly, safe, and welcoming places." The other half, Klare notes, is tough oil, "oil that's buried far offshore or deep underground; oil scattered in small, hard-to-find reservoirs; oil that must be obtained from unfriendly, politically dangerous, or hazardous places."
This prospect of peaking oil production has direct consequences for world food security, as modern agriculture depends heavily on the use of fossil fuels. Most tractors use gasoline or diesel fuel. Irrigation pumps use diesel fuel, natural gas, or coal-fired electricity. Fertilizer production is also energy-intensive. Natural gas is used to synthesize the basic ammonia building block in nitrogen fertilizers. The mining, manufacture, and international transport of phosphates and potash all depend on oil.
Efficiency gains can help reduce agriculture's dependence on oil. In the United States, the combined direct use of gasoline and diesel fuel in farming fell from its historical high of 7.7 billion gallons (29.1 billion liters) in 1973 to 4.2 billion in 2005--a decline of 45 percent. Broadly calculated, the gallons of fuel used per ton of grain produced dropped from 33 in 1973 to 12 in 2005, an impressive decrease of 64 percent.
One reason for this achievement was a shift to minimum- and no-till cultural practices on roughly two fifths of U.S. cropland. But while U.S. agricultural fuel use has been declining, in many developing countries it is rising as the shift from draft animals to tractors continues. A generation ago, for example, cropland in China was tilled largely by draft animals. Today much of the plowing is done with tractors.
Fertilizer accounts for 20 percent of U.S. farm energy use. Worldwide, the figure may be slightly higher. As the world urbanizes, the demand for fertilizer climbs. As people migrate from rural areas to cities, it becomes more difficult to recycle the nutrients in human waste back into the soil, requiring the use of more fertilizer. Beyond this, the growing international food trade can separate producer and consumer by thousands of miles, further disrupting the nutrient cycle. The United States, for example, exports some 80 million tons of grain per year--grain that contains large quantities of basic plant nutrients: nitrogen, phosphorus, and potassium. The ongoing export of these nutrients would slowly drain the inherent fertility from U.S. cropland if the nutrients were not replaced.
Irrigation, another major energy claimant, is requiring more energy worldwide as water tables fall. In the United States, close to 19 percent of farm energy use is for pumping water. And in some states in India where water tables are falling, over half of all electricity is used to pump water from wells. Some trends, such as the shift to no-tillage, are making agriculture less oil-intensive, but rising fertilizer use, the spread of farm mechanization, and falling water tables are having the opposite effect.
Although attention commonly focuses on energy use on the farm, agriculture accounts for only one fifth of the energy used in the U.S. food system. Transport, processing, packaging, marketing, and kitchen preparation of food are responsible for the rest. The U.S. food economy uses as much energy as the entire economy of the United Kingdom.
The 14 percent of energy used in the food system to move goods from farmer to consumer is equal to two thirds of the energy used to produce the food. And an estimated 16 percent of food system energy use is devoted to canning, freezing, and drying food--everything from frozen orange juice concentrate to canned peas.
Food staples such as wheat have traditionally moved over long distances by ship, traveling from the United States to Europe, for example. What is new is the shipment of fresh fruits and vegetables over vast distances by air. Few economic activities are more energy-intensive.
Food miles--the distance that food travels from producer to consumer--have risen with cheap oil. At my local supermarket in downtown Washington, D.C., the fresh grapes in winter typically come by plane from Chile, traveling almost 5,000 miles. One of the most routine long-distance movements of fresh produce is from California to the heavily populated U.S. East Coast. Most of this produce moves by refrigerated trucks. In assessing the future of long-distance produce transport, one writer observed that the days of the 3,000-mile Caesar salad may be numbered.
Packaging is also surprisingly energy-intensive, accounting for 7 percent of food system energy use. It is not uncommon for the energy invested in packaging to exceed that in the food it contains. Packaging and marketing also can account for much of the cost of processed foods. The U.S. farmer gets about 20 percent of the consumer food dollar, and for some products, the figure is much lower. As one analyst has observed, "An empty cereal box delivered to the grocery store would cost about the same as a full one."
The most energy-intensive segment of the food chain is the kitchen. Much more energy is used to refrigerate and prepare food in the home than is used to produce it in the first place. The big energy user in the food system is the kitchen refrigerator, not the farm tractor. While oil dominates the production end of the food system, electricity dominates the consumption end.
In short, with higher energy prices and a limited supply of fossil fuels, the modern food system that evolved when oil was cheap will not survive as it is now structured.
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Adapted from Chapter 2, "Deteriorating Oil and Food Security," in Lester R. Brown, Plan B 3.0: Mobilizing to Save Civilization (New York: W.W. Norton & Company, 2008), available for free downloading and purchase at www.earthpolicy.org/Books/PB3/index.htm.
13 de julho de 2009
Weather Watcher

10 de julho de 2009
BBC Box numa aula de Geografia
3 de julho de 2009
2 de julho de 2009
1 de julho de 2009
Vida selvagem
Kevin Richardson na sua reserva de vida selvagem na África do Sul, em contacto directo com leões. Reportagem da SKYNews
25 de junho de 2009
Retrato Territorial de Portugal - 2007
Instituto Nacional de Estatística
Retrato Territorial de Portugal - 2007
Ano de Edição: 2009
A análise da organização do espaço e de diferentes dimensões da qualidade de vida e da competitividade dos territórios é suportada por indicadores sintéticos e imagens gráficas e cartográficas.
Download do texto integral aqui.
22 de junho de 2009
Cemitério do Atlântico

Ao largo da Nova Escócia, no Atlântico Norte, situa-se uma ilha a que no século XVII davam o nome de Fagunda. Apesar de hoje ser conhecida como Sable Island, o antigo nome deve-se ao facto de ter sido descoberta por um português, de seu nome João Fagundes, nos idos de 1520. Porém, no final do século XVI, a tentativa de estabelecer uma colónia de prisioneiros franceses mudou o nome de Fagunda para île de Sable (ilha de areia).21 de junho de 2009
19 de junho de 2009
17 de junho de 2009
15 de junho de 2009
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14 de junho de 2009
O "novo mapa" de Portugal
O Parlamento aprovou também a elevação a vila das povoações de Foz do Arelho e À-dos-Francos, ambas nas Caldas da Rainha, distrito de Leiria, e Olival (Ourém), distrito de Santarém. Passaram ainda a vila as localidades de Prior Velho (Loures), Casal de Cambra (Sintra) e Montelavar (Sintra), no distrito de Lisboa, e Bensafrim (Lagos), distrito de Faro.
De acordo com a legislação, salvo "importantes razões de natureza histórica, cultural e arquitectónica", uma localidade pode ser elevada à categoria de cidade de tiver mais de oito mil eleitores e pelo menos metade dos seguintes equipamentos: instalações hospitalares, farmácias, corporação de bombeiros, casa de espectáculos e centro cultural, museus e biblioteca, instalações de hotelaria, estabelecimento de ensino preparatório e secundário, estabelecimento de ensino pré-primário e infantários, transportes públicos e parques ou jardins públicos.
Já para ser elevada a vila uma localidade tem de ter mais de 3.000 eleitores em aglomerado populacional contínuo e pelo menos metade dos seguintes estabelecimentos: posto médico, farmácia, casa do povo, dos pescadores, de espectáculos, centro cultural ou outras colectividades, agência bancária, transportes públicos colectivos, estação dos correios, estabelecimentos comerciais ou de hotelaria e uma escola pública"
13 de junho de 2009
12 de junho de 2009
Rotas marítimas na Europa
10 de junho de 2009
Relatório do Desenvolvimento Humano

Um mapa interactivo para vários anos, com vários indicadores compostos, e uma informação detalhada por país, sobre indicadores de desenvolvimento, é o que de muito útil nos oferece esta página.
Clicando sobre um país ou digitando o nome na caixa de pesquisa, surge este mapa com o valor do indicador composto seleccionado. Clicando sobre a "folha de papel", somos encaminhados para uma página com dados referentes a várias dezenas, sim, várias dezenas de indicadores de desenvolvimento e não só.
Também podemos descarregar um ficheiro Excel com todos os dados, aqui.
Gráficos e mapas do mundo
Um recurso online a descobrir para obter mapas e gráficos de uma variedade enorme de indicadores. Muito aconselhável, sobretudo pela possibilidade de obter um gráfico e o respectivo código HTML para blogues, páginas web ou do Moodle, ou mapas interactivos. (com possibilidade de alterar configurações). Em português e várias outras línguas.5 de junho de 2009
4 de junho de 2009
Visualizar a crise no Google Earth
A crise manifesta-se no porto de Singapura, o mais movimentado do mundo, com um grande número de navios a aguardar ao largo da costa para carregar, conforme mostra o ficheiro kmz Vesseltracker.com's Google Earth file.
"The world's busiest port for container traffic, Singapore saw its year-over-year volume drop by 19.6 percent in January 2009, followed by a 19.8 percent drop in February. As of mid-March 2009, 11.3 percent of the world's shipping capacity, sat idle, a record." International Economy
José Gil em entrevista
3 de junho de 2009
"Home" - A Terra, a nossa Casa - Um filme.

A dimensão global no currículo
"Exploring together: A global dimension to the secondary curriculum"












