25 de fevereiro de 2009

Dê. Vai ver que não dói nada.

Fundação AMI – Assistência Médica Internacional


Na sua declaração IRS deste ano, pode ajudar a AMI sem gastar nada. Lembre-se de escrever o número 502 744 910 no quadro 9 do anexo H do documento. Vai estar a ajudar a AMI com 0,5% do seu imposto já liquidado. Clique aqui para conhecer o filme da campanha. Mais informações podem ser obtidas em www.ami.org.pt

Em 2007 fiz conforme indicado acima. E porque não me doeu mesmo nada, este ano voltarei a fazer o mesmo. Não se trata de doar dinheiro mas tão somente informar o Estado de que 0,5% dos nossos impostos já cobrados devem ser encaminhados para a AMI.

Irei iniciar junto dos alunos do 9º ano (a propósito dos Contrastes de Desenvolvimento) período de sensibilização para divulgarem aos seus Encarregados de Educação esta iniciativa, embora previamente tenham que fazer um trabalho de investigação sobre o papel das ONGD, no qual se deverá incluir a AMI.

Acho o lema da campanha da AMI simplesmente delicioso: Dê. Vai ver que não dói nada.

nif: 502 744 910

23 de fevereiro de 2009

Mais um exemplo da segregação social e espacial

Mapa do preço do solo (SQFT = square feet) nos bairros de Nova Iorque. Observe-se o contraste entre Manhattan e o Bronx, por exemplo. Picado daqui.

22 de fevereiro de 2009

New York, my kind of town... e outras paragens

Num ano onde o inevitável regresso à "Big Apple" se deverá concretizar e que me leva a procurar novos locais a visitar e usufruir, fui encontrar um Atlas da Cidade de Nova Iorque, (inserido no Atlas dos EUA, e do qual também faz parte o Atlas de Boston - também a merecer regresso e estadia em Cape Cod) com um interessante e vasto conjunto de mapas sobre a utilização de transportes nos movimentos pendulares diários, sobre a distribuição da população e do rendimento, para além de muito outros. A informação dos mapas já está um tanto ou quanto desfasada no tempo mas, ainda assim...


Um excelente exemplo de segregação racial e espacial, sobretudo se conjugarmos o mapa acima (percentagem de população negra) com o seguinte (rendimento per capita da população). A 5ªAvenida e a área envolvente ao Central Park é sem dúvida "the best place to live in NY", pelo menos segundo a opinião dos nova-iorquinos.

Outros mapas bastante interessantes podem ser consultados aqui.

Para imagens de satélite dos EUA ou dos vários continentes, de grande dimensão e boa resolução, espreitar The Electronic Map Library. Para além das fotografias de satélite, encontram-se coisas muito interessantes, como por exemplo uma série de vídeos de variadíssimas regiões do Mundo, de grande interesse para o estudo do relevo. Veja-se, por exemplo, esta "viagem de satélite entre Índia - Espanha - Irão". (necessita plugin QuickTime para visualização)

21 de fevereiro de 2009

Direitos Humanos e Desenvolvimento


Nesta paragem lectiva de Carnaval, ando à volta da planificação de mais algumas aulas referentes ao tema "Contrastes de Desenvolvimento". Estes "vídeos" poderão servir de mote a alguma coisa?









Reflexões

"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.

Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac.

É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.


Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!

João Pereira Coutinho, jornalista.

(recebido por email)

20 de fevereiro de 2009

Pensamento do dia em 1867

"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado".

Karl Marx, Der Kapital, 1867

Obamania?


"YES, WEEKEND"

Versão portuguesa do lema de Barack Obama

19 de fevereiro de 2009

Está na hora

A Hora do Planeta pretende este ano envolver mil milhões de pessoas, em mais de 1000 cidades, que, com o gesto simbólico de apagar as luzes durante 1 hora, mostrem que é possível tomar medidas contra o aquecimento global.

Para saber mais sobre esta iniciativa mundial, e também de que forma Portugal adere à mesma, consultar o sítio dedicado na Internet em http://www.earthhour.org/portugal



Às 20:30 do dia 28 de Março de 2009 apague as luzes e veja a diferença que pode fazer no combate ao aquecimento global!


Geographical Association

Resources
Geography Blogs A - Z

Agradecimento a Anne Greaves (GA) pela divulgação do Geofactualidades.

18 de fevereiro de 2009

Geografia do Futebol

Quais os clubes que jogam na liga de futebol do Japão? A que cidade pertencem esses clubes? E na liga do Quénia ou de Trinidade e Tobago? Nada como uma vista de olhos ao Footiemap.com, onde poderemos encontrar os clubes que por esse mundo fora movimentam milhões de adeptos. Um bom começo para motivação de alguns alunos para a Geografia, neste caso a Geografia do Futebol. Clicando em cada país obtemos o mapa com o nome e símbolo de cada clube e a sua localização, com hiperligações para a página oficial de cada clube. É ainda possível fazer zoom sobre cada um dos clubes para obtermos uma planta da cidade onde se encontra o seu estádio.

O ambiente gráfico não é muito apelativo no tocante a legendas mas não deixa de ser um recurso a poder merecer ser explorado, por exemplo no 7º ano.

É interessante notar que os mapas sobre os quais estão apostos os ícones dos clubes apresentam um excelente detalhe relativo às principais vias rodoviárias do país.

Um exemplo da aparência dos mapas, aqui com o mapa dos clubes de futebol da Jamaica.

Sugestões para explorar este recurso?

17 de fevereiro de 2009

16 de fevereiro de 2009

Fronteiras e conflitos bélicos


Конфликт (Conflicto)

Uma animação soviética acerca das fronteiras políticas e dos conflitos.

Em baixo, a evolução do mapa político da Europa.



15 de fevereiro de 2009

O dinheiro traz (compra) mesmo a felicidade?

Imagem: Visualizing Economis

According to one poll, the percentage of people who gave the most positive possible answer about their life satisfaction actually fell from the late 1950s to the early ’70s. They were richer but apparently no happier. This contrast became the most famous example of a theory known as the Easterlin paradox. In 1974, Richard Easterlin, then an economist at the University of Pennsylvania, published a study in which he argued that economic growth didn’t necessarily lead to more satisfaction.

(...) at the Brookings Institution in Washington, two young economists — from the University of Pennsylvania, as it happens — presented a rebuttal of the paradox. Their paper has quickly captured the attention of top economists around the world. It has also led to a spirited response from Mr. Easterlin. In the paper, Betsey Stevenson and Justin Wolfers argue that money indeed tends to bring happiness, even if it doesn’t guarantee it. They point out that in the 34 years since Mr. Easterlin published his paper, an explosion of public opinion surveys has allowed for a better look at the question. “The central message,” Ms. Stevenson said, “is that income does matter.”


Afinal, parece que o dinheiro conta mesmo para adquirir a felicidade....

Resposta a pedidos da sessão de ontem...

Conforme pedido por algumas colegas no final da sessão de ontem da acção de formação sobre Jogos e Simulações, aqui ficam os ficheiros com instruções para o Jogo do Comércio Internacional. Faço notar que o professor pode introduzir as regras que entender no decurso do jogo com o objectivo de dar alguma complexidade à actividade.

Neste jogo, tal como noutros, é muito importante fazer o
debriefing da actividade. É nessa fase que o professor vai revelando (em debate com a turma) o significado das diversas situações que foram ocorrendo.

Este ano realizei este jogo com as minhas turmas do 9º ano e, como sempre, os alunos adoraram a actividade. Na aula seguinte, em grupo, realizaram um relatório sobre o jogo. De todos os relatórios elaborados, elegi o melhor, que pode ser consultado aqui. Outras sugestões de trabalho sobre o Comércio, aqui.

Uma palavra para os colegas que se deslocaram desde Viana do Castelo e Chaves até Torres Novas para frequentarem uma acção de formação (que só agora se iniciou). É obra.


14 de fevereiro de 2009

Jogo da Plantação de Borracha


Na preparação da acção de formação que estou a dar em parceria com a Emília Sande Lemos, fui desencantar no baú dos materiais antigos, alguns dos quais por rever, o Jogo da Plantação de Borracha, um jogo de tabuleiro já muito antigo (dos meus tempos de estágio na Escola Secundária da Amadora), que até agora tinha em papel e em ficheiro MSWord, mas que agora transformei em tabuleiro digital, utilizando o MSPowerpoint.

No ficheiro Word estão as instruções para utilizar. É só clicar acima, no nome do jogo, para fazer descarregar. Sirvam-se.

13 de fevereiro de 2009

Konstruktor

Há muito que esperava encontrar algo assim na Internet. Não tem as mesmas vantagens do conhecidíssimo SIMCITY mas permite criar uma cidade ou partes de uma cidade, recorrendo a imagens pré-definidas. Há cerca de três anos atrás, pedi aos meus alunos que desenhassem o plano de uma cidade, obedecendo a certos requesitos (ter um hipermercado, CBD, áreas residenciais de baixa densidade, etc.), sendo que os trabalhos apresentados eram em 2D, dado que para um aluno do 8º ano ou do 9ºano, desenhar uma cidade em perspectiva é tarefa só para predestinados.

Hoje conheci o Konstruktor, um recurso na Internet em Flash, que permite construir a cidade a partir de blocos de edifícios, estradas, jardins, pessoas, barcos, fábricas, entre muitos outros. Tudo à distância de um simples arrastar do rato do computador. Devo desde já dizer que o ambiente "gótico-industrial" das imagens tem algo de assustador mas não deixa de ser um recurso a considerar para colocar os nossos alunos a aplicar os conhecimentos sobre as áreas funcionais da cidade.

Mais à frente, irei experimentar com os meus alunos do 8º ano. Construindo a cidade à sua medida, um "PrintScreen" (não conseguimos fazer Copiar/Colar devido ao Flash) permitirá que os alunos guardem os seus trabalhos e os colem num slide do MS Powerpoint ou que editem a imagem num software de desenho (Paint.NET ou MSPaint) e façam as suas legendas. Outra alternativa poderá ser o professor criar um modelo da cidade e os alunos fazerem a sua legenda. E já agora, dar-lhe um pouco de cor não faria mal nenhum, pois o ambiente é bastante negro.



Basta arrastar os edífícios e restantes elementos à esquerda para o painel da direita, onde está o vermelho, sendo possível apagar cada um dos elementos isoladamente. Pena o site estar em polaco, língua original do seu autor, Mariusz Waras.

12 de fevereiro de 2009

O estado do planeta

Lester Brown, um dos mais brilhantes pensadores actuais sobre o estado do planeta pode ser lido, em português, no site do Worldwatch Institute / Universidade da Mata Atlântica.

Recebo periodicamente por email uns book bytes em inglês, com reflexões de Lester Brown sobre temas relacionados com o ambiente, a sustentabilidade e a economia, de grande actualidade e interesse, provenientes do Earth Policy Institute, dirigido por este cientista e pensador.

Aconselho vivamente os
quadros estatísticos online que estão agregados ao livro de Lester Brown, "Plan B 3.0 - Mobilizing to save civilization", sobre a redução do dióxido de carbono. Clicar na capa do livro para aceder aos quadros estatísticos. O livro está acessível para descarregar em ficheiros "pdf".

De referir que os quadros estatísticos, em ficheiros Excel, têm separadores com os valores de variadíssimos indicadores, bem como com alguns gráficos já elaborados, a partir dos quais é possível traduzir alguns elementos para português e utilizar nas aulas ou em trabalhos com os alunos.

Música do mundo

Playing For Change: Song Around the World "Stand By Me"


"No matter who you are, no matter where you como from, stand by..."


A mesma canção (Stand by me, de Ben E.King) interpretada simultaneamente, em várias partes do globo, por músicos e cantores interligados em tempo real pela Internet.

Consumo e tecnologias


Com o selo do Visualizing Economics, mais um gráfico que mostra a rapidez com que os diferentes produtos tecnologicamente avançados, nas épocas em que surgem, são adoptados. Compare-se, por exemplo, a "duração" do período de generalização do telefone tradicional e do telemóvel.

11 de fevereiro de 2009

Um bom local para viver

Imagem do Flickr: Arenamontanus

Imagem que representa o grau de interesse dos lugares à superfície terrestre enquanto soma de vários factores (nível de precipitação, temperatura, economia local e proximidade do mar.

Do mesmo autor (Arenamontanus), uma outra imagem, obtida a partir dos valores anuais de precipitação - projecto G-Econ.


10 de fevereiro de 2009

Gráficos à medida das necessidades

Poderia chamar "fast-graphics" à solução da Juice Analytics que oferece ficheiros Excel pré-formatados para o tipo de gráfico que desejamos.

Com a solução Chart Chooser, basta visualizar o modelo que pretendemos para representar a informação, fazer o download, inserir os dados a representar e já está. Simples, muiiiiito simples. Aqui. Recurso excelente para trabalhos a realizar por alunos que não dominem a construção de gráficos em Excel.


O mundo ao contrário?

Mundo invertido
Produção de Vladstudio, sugerido pela Sofia Mooney.

E se os oceanos fossem continentes e os continentes fossem oceanos?


Avaliar professores


Avaliar professores é fácil?

Não! A avaliação de professores não é uma tarefa simples. Que o digam os supervisores que, durante décadas, promoveram a formação inicial e permanente dos nossos docentes. Para avaliar professores requerem-se características pessoais e profissionais especiais, para além de uma formação especializada e de centenas de horas de treino, dedicadas à observação de classes e ao registo e interpretação dos incidentes críticos aí prognosticados.
Cuidado com as ratoeiras! Quem foi preparado para avaliar alunos não está, apenas pelo exercício dessa função, automaticamente preparado para avaliar os seus colegas...
A avaliação de professores é uma tarefa complexa. Desde logo, requer um perfil específico do avaliador. Ou seja, nem todos os professores reúnem as condições para avaliarem. O avaliador terá que ser uma pessoa com conhecimentos especializados, com enorme sensibilidade, com capacidade analítica e de comunicação empática, com experiência de ensino e elevada responsabilidade social. Terá que ser um profissional que sabe prestar atenção, sabe escutar, sabe clarificar, sabe encorajar e ajudar a encontrar soluções, sabe dar opiniões, e que sabe ainda negociar, orientar, estabelecer critérios e assumir todo o risco das consequências da sua acção.
É necessário que domine com rigor as técnicas de registo e de observação de aulas, conheça as metodologias de treino de competências, os procedimentos de planeamento curricular, e as estratégias de promoção da reflexão crítica sobre o trabalho efectuado.
Escolher um avaliador obriga a uma selecção aturada, fundamentada, baseada em critérios de indiscutível mérito e, depois, a uma demorada formação específica e especializada. Para que uma avaliação tenha consequências, o avaliado não pode ter quaisquer dúvidas sobre o mérito do avaliador.
Avaliar é uma tarefa periscópica. O avaliador é chamado a pronunciar-se sobre inúmeros domínios sobre os quais se reflecte o pluridimensional acto de ensinar. Quando avalia, olha o professor sobre variadíssimos ângulos e prismas: aprecia o professor enquanto pessoa, como membro de uma comunidade profissional, como técnico qualificado na arte de ensinar e como especialista das matérias que ensina.
Por outras palavras o avaliador avalia o professor em vertentes tão diferenciadas quanto o são o seu ser, o seu saber e o seu saber fazer. Logo, o avaliador tem que estar atento a um grande número de variáveis que intervêm na função docente: variáveis de produto, de processo, de presságio, de carácter pessoal e profissional...
O avaliador recolhe elementos que permitam avaliar, e depois classificar, o professor enquanto tenta responder às seguintes questões: Onde ensina? O que é que ele ensina? Como é que ensina? O que aprendem os seus alunos? Como se auto avalia? Que capacidade tem para reformular a sua actuação? Com que profundidade domina as matérias que pretende ensinar?
O avaliador não trabalha com o professor apenas na sala de aula. Ele tem que apreender o modo como o professor se envolve com os seus alunos numa situação de classe, mas também como este se implica junto da comunidade escolar e na sociedade que envolve a escola. Porque trabalha com ele como profissional, mas também enquanto pessoa.
Formar um avaliador leva tempo, elevadas doses de paciência, muito treino e conhecimento especializado. A escolha de um avaliador não pode ser casual e, sobretudo, não pode depender de critérios político administrativos.
Porquê? Porque o avaliador tem que saber verificar não só o que os professores fazem, mas também como o fazem e, simultaneamente, garantir a melhoria da qualidade da sua intervenção na sala de aula, bem como a qualidade do produto, isto é, da aprendizagem dos alunos.
Por isso mesmo a avaliação de um professor não pode ser uma actividade episódica, pontual e descontinuada. A avaliação de um professor requer uma actividade continuada, porque importam mais as actividades de reformulação que venham a ser consideradas do que o simples diagnóstico da sua actual situação. A avaliação de um professor é então uma actividade projectada no futuro.
Avaliar um professor é, pois, dizíamos, uma tarefa muito, mesmo muito complexa. Simples, muito simples mesmo, é avaliar um ministro que pensa ser possível reduzir a avaliação dum professor a uma mera empreitada administrativa, compilada em duas páginas de panegíricos ou de recriminações.

João Ruivo

www.ensino.eu

7 de fevereiro de 2009

A distribuição da riqueza mundial nos últimos 1500 anos.


Procurava alguns recursos na Internet para as aulas do 9º ano sobre os Contrastes de Desenvolvimento quando encontrei este gráfico e este mapa. Darão origem a uma actividade para a disciplina "e-geografia" na plataforma Moodle da minha escola.

No gráfico em cima, que faz um pouco da história da economia mundial, é evidente como, entre 1750 e 1950, se fez a redistribuição da riqueza, da Índia e da China para a Europa Ocidental e para E.U.A. Porém, constata-se a inversão desta tendência desde 1950, com a Europa e os E.U.A. a perderem o seu peso relativo e o Japão a aumentar a sua proporção na riqueza mundial. Fica-se na expectativa de como o futuro próximo irá acontecer, nomeadamente quanto à China e à Índia, sendo que a primeira é apontada como a grande potência a emergir neste século XXI.

Será também interessante verificar este gráfico daqui a 500 anos. Mas quanto a isso....pois.


Ainda a propósito da riqueza dos países / regiões, um mapa pouco vulgar no que ao indicador representado diz respeito: Densidade do PIB. A elaboração deste mapa é feita através da seguinte fórmula de cálculo:

Densidade do PIB = PIB per capita x Densidade populacional

Quer o gráfico quer o mapa foram retirados de um sítio com muitos outros recursos gráficos com interesse para a Geografia - Visualizing Economics.

Leituras

O nosso icebergue está a derreter é uma fábula simples sobre ser-se bem-sucedido num mundo em constante mudança. Baseada no trabalho premiado de John Kotter, da Harvard Business School, esta história tem sido utilizada para ajudar milhares de pessoas e organizações.

A fábula conta a história de um grupo de belos pinguins imperadores que vive de acordo com a tradição há muitos anos. É então que Fred, um pinguim curioso e observador, descobre que um problema potencialmente devastador ameaça o lar da sua colónia ¿ mas, de uma forma geral, ninguém o ouve.

Esta história fala de resistência à mudança e de acções heróicas, de obstáculos aparentemente inultrapassáveis e das tácticas mais inteligentes para lidar com esses mesmos obstáculos. É uma fábula que podemos transpor sob várias formas para o que nos rodeia e que constitui uma valiosa orientação para um mundo em constante e vertiginosa mudança.

Mais leituras sobre o trabalho de John Kotter, aqui, em especial
"The 8-Step Process of Successful Change".

6 de fevereiro de 2009

Tempos Modernos



Um filme de todos os tempos.

Software livre

Box of Tricks é um site criado para aprofundar a utilização entre a Educação e as Tecnologias, propondo uma lista bastante completa de software livre para download. Encontro nesta lista muitas propostas que já utilizo em substituição do software comercial.


Em Portugal temos o Ensino Livre, um site sobre a introdução do software open source nas escolas portuguesas, com destaque para uma listagem de software disponível para download. Com a vantagem de estarem, senão todas, uma grande parte em língua portuguesa.

A destacar a inclusão de duas propostas de software de SIG livres - o QuantumGIS e o GRASS.


Mais informações sobre Software Livre na página do CRIE dedicada a este tema, aqui.

É impossível não encontrar no Software Livre uma solução à medida das nossas necessidades, seja no âmbito mais alargado das TIC, seja no que à Geografia e à educação geográfica dizem respeito.

5 de fevereiro de 2009

População mundial



Um recurso mesmo a propósito das minhas aulas com o 8º ano sobre a distribuição e evolução da população mundial, para criar um exercício na plataforma Moodle da Escola (e-geografia).

O mapa genético da população europeia


Todos os povos europeus têm um certo grau de semelhança mas é possível determinar, através de testes forenses, qual a probabilidade de uma determinada pessoa ser originária de uma certa região europeia. Esta é a resposta da engenharia genética às questões acerca da origem dos povos europeus, bem como das semelhanças e diferenças genéticas entre si.

Segundo o estudo levado a cabo pelo Dr. Manfred Kayser, da Erasmus University Medical Center, na Holanda, o mapa genético da Europa apresenta uma grande semelhança com o mapa geográfico.
The major genetic differences are between populations of the north and south (the vertical axis of the map shows north-south differences, the horizontal axis those of east-west). The area assigned to each population reflects the amount of genetic variation in it.

As razões das semelhanças e diferenças entre os povos europeus são também apresentadas pelos geneticistas, que apontam para movimentos migratórios no passado, que determinaram a miscigenação entre populações de diferentes latitudes.

Europe has been colonized three times in the distant past, always from the south. Some 45,000 years ago the first modern humans entered Europe from the south. The glaciers returned around 20,000 years ago and the second colonization occurred about 17,000 years ago by people returning from southern refuges. The third invasion was that of farmers bringing the new agricultural technology from the Near East around 10,000 years ago.
A geografia da Europa está mais uma vez reflectida na genética da população quando se consideram os finlandeses, os italianos e os restantes europeus:
The map also identifies the existence of two genetic barriers within Europe. One is between the Finns (light blue, upper right) and other Europeans. It arose because the Finnish population was at one time very small and then expanded, bearing the atypical genetics of its few founders. The other is between Italians (yellow, bottom center) and the rest. This may reflect the role of the Alps in impeding free flow of people between Italy and the rest of Europe.

Faz sentido que as variações genéticas sejam mais acentuadas em latitude do que em longitude, pois enquanto a primeira determina variações climáticas mais vincadas, que podem dificultar a migração das populações em virtude das diferenças térmicas, por exemplo, a mudança de longitude implica uma menor variação climática, e portanto uma melhor adaptação da população.
Será pois necessário mais tempo para que as populações do Norte se misturem com as do Sul. Por isso, seria necessário mais tempo para as populações para espalhar norte ou sul, o que permitindo assim mais tempo para as mudanças genéticas se evidenciarem.

A propósito da Geografia Cultural, aqui ficam outros mapas da EUPEDIA, relacionados com as diferenças e semelhanças entre os diferentes povos europeus:




4 de fevereiro de 2009

"Slumdog Millionaire" criticado

Já aqui falei neste filme, já premiado com Globo de Ouro e candidato a Óscar. Estreia em Portugal amanhã, 5ª feira, mas, na Índia, a população dos bairros de lata de Bombaim já se manifestou contra o filme por este representar a “pornografia da pobreza” e ofender a população indiana, conforme noticia o jornal PÚBLICO. De qualquer modo, julgo que será um filme a ver, sendo que o seu título em português será "Quem quer ser milionário".




Excerto legendado em português.

Atlas Urbano da Europa

Apesar de ainda estar numa fase bastante precoce, pelo menos parece-nos, pois há ainda alguns temas por carregar, o GSE Land Information Services proporciona um servidor de alguns mapas temáticos sobre imagem de satélite (ao estilo Google Earth/Google Maps): densidade populacional, áreas agrícolas, erosão do solo, entre outros. Por enquanto apenas para algumas áreas urbanas europeias, não incluindo nenhuma portuguesa, até agora.


Um mundo interligado

O Projecto DIMES consiste numa investigação científica que procura estudar a estrutura e a topologia (forma como os elementos de uma rede estão dispostos) da Internet, através do apoio de uma comunidade de voluntários.

Um dos responsáveis deste projecto (Chris Harrison) disponibiliza um conjunto de mapas que permitem visualizar as ligações (via router) entre cidades no Mundo, num total de 89.344 ligações. Uma outra forma de ler o mundo em que vivemos.


Que espaços estão representados?




3 de fevereiro de 2009

Mapa da cor da pele

"To begin, please point your elbow to the ceiling. Then imagine yourself naked. Then look at the patch of skin on the inside of your upper arm, the part of you that almost never sees the sun. Whatever color you see there is what experts call your basic skin color, according to professor Nina Jablonski, head of the Penn State Department of Anthropology. And that color, the one you have now, says Jablonski, is very probably not the color your ancient ancestors had — even if you think your family has been the same color for a long, long time." Robert Krulwich, em Your Family May Once Have Been A Different Color

O mapa em cima mostra as diversas cores de pele no Mundo, mais concretamente a cor média que a população indígena vê se fizer o "teste do braço" descrito acima. A cor de pele torna-se mais clara à medida que nos deslocamos para os pólos, e mais escura, quando nos deslocamos para o Equador. Obviamente, o processo leva muitas gerações, mas aparentemente não serão necessárias assim tantas gerações como se julga:
"Skin has changed color in human lineages much faster than scientists had previously supposed, even without intermarriage, Jablonski says. Recent developments in comparative genomics allow scientists to sample the DNA in modern humans.

By creating genetic "clocks," scientists can make fairly careful guesses about when particular groups became the color they are today. And with the help of paleontologists and anthropologists, scientists can go further: They can wind the clock back and see what colors these populations were going back tens of thousands of years, says Jablonski.

She says that for many families on the planet, if we look back only 100 or 200 generations (that's as few as 2,500 years), "almost all of us were in a different place and we had a different color."

Um espírito global

O carácter internacionalista do povo Português

- Se tem um problema intrincado.......................- Vê -se grego;

- Se não compreende alguma coisa......................- "Aquilo" é chinês;

- Se trabalha de manhã à noite.........................- Trabalha como um mouro;

- Se vê uma invenção moderna..........................- É uma americanice;

- Se alguém fala muito depressa........................- Fala como um espanhol;

- Se alguém vive com luxo..............................- Vive à grande e à francesa;

- Se alguém quer causar boa impressão................- É só para inglês ver;

- Se alguém tenta regatear um preço..................- É pior que um cigano;

- Se alguém é agarrado ao dinheiro ......................- É pior que um judeu;

- Se vê alguém a divertir-se...........................- Está a gozar que nem um preto;

- Se vê alguém com um fato colorido vestido.............- Parece um brasileiro;

- Se vê uma loura alta e jeitosa ...........................- Parece uma autêntica sueca;

- Se quer um café curtinho............................- Pede uma italiana;

- Se vê horários serem cumpridos......................- Trata-se de pontualidade britânica;

- Se vê um militar bem fardado........................- Parece um soldado alemão;

- Se uma máquina funciona bem........................- É como um relógio suiço;

…mas quando alguma coisa corre mal..................- É "à PORTUGUESA"

Earth Atlas, KML Handbook e ExcelToKml

O Earth Atlas consiste na visualização do Google Earth num browser, com alguns mapas temáticos e um conjunto de opções úteis (visualização de paralelos e meridianos), e é sempre uma hipótese a considerar. Além da sua utilização ser bastante simples, tem a vantagem de podermos adicionar ficheiros KMZ ou KML a partir de sítios na Internet.

E para quem se interessar pelo Google Earth, designadamente por tudo quanto diga respeito aos ficheiros KML, nada melhor que o livro "The KML handbook" recentemente publicado.

Uma outra ferramenta útil para quem quiser aprofundar a criação de ficheiros KML/KML com informação, trata-se do Excel To KML e pode ser obtida aqui.

2 de fevereiro de 2009

Google Earth 5


Conforme noticiado, aí está a nova versão (5) do Google Earth, agora com a possibilidade de explorar os oceanos.

1 de fevereiro de 2009

A 11ª Hora

Chegou a 11ª hora da Humanidade: o nosso último momento para mudar de rumo e pôr um travão à nossa viagem em direcção ao colapso ecológico global. Leonardo DiCaprio produz e narra esta visão urgente e de carácter transformacional sobre onde estivemos, para onde vamos e – aqui reside a questão mais importante – como podemos mudar. Pensadores, desde Mikhail Gorbachev e Stephen Hawking ao especialista em designs sustentáveis William McDonough e muitas outras personalidades, revelam o estado crítico actual da vida no planeta terra. Imagens impressionantes de cheias, incêndios, furacões, massas de gelo que colapsam e montes cada vez maiores de lixos, são justapostas a imagens de um futuro sustentável, incitando-nos a agir. Será que vamos utilizar as novas tecnologias e mudar o nosso comportamento para salvar o planeta? Temos uma crise em mãos, mas lembremo-nos que temos as soluções para salvar este planeta azul único para as gerações que se seguem.
Tem a duração de 89 minutos e aqui fica um excerto do documentário.



Na FNAC, ontem, adquiri por 4,99 Euros.

Crescimento das cidades

How big cities can grow?

In a world of rising temperatures and sea levels, and of rapidly diminishing non-renewable fuel sources, the idea of such compact cities appears attractive. However this argument is never straightforward and might even be flawed. Notwithstanding the fact that individuals want to maximise their use of space – lower densities – while remaining attached to the city which is only possible through sprawl, then the amount of energy saved by moving to a more compact form is rather uncertain. It might appear that using less fuel through travel would reduce energy use, but the added congestion and heat posed by crowding could well offset this gain. Moreover, high densities are not necessarily compatible with ecological stability in cities and it is not clear that high buildings which are part of the drive for compactness are more energy efficient than lower rise structures. In fact as a building gets larger, it is more difficult to resource through natural lighting and direct energy.
(Mike Batty)

Ler mais aqui.