Fonte: Map Porn
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10 de abril de 2018
6 de abril de 2017
E a população rural?
Um artigo da revista Geographical, aqui, sobre as mudanças operadas na migração do campo para a cidade.
13 de fevereiro de 2017
Sobre o interior
O interior é o lado de dentro
10.02.17
Enquanto estamos aqui, eles estão lá. Reconhecer a existência dos outros é o passo mais essencial para respeitá-los.
Afirmar o interior do país e o meio rural como uma realidade folclórica, exótica, ligada exclusivamente ao passado, é um insulto. Se existe agora, neste momento, então é presente. Se há quem ande de carroça hoje, então hoje também se anda de carroça. Não é possível levar uma vida no passado, acorda-se sempre no dia em que se está. Defender que a realidade do interior não é contemporânea transporta a visão tendenciosa e preconceituosa de que o nosso tempo é intrinsecamente urbano.
Também há quem argumente que o interior já não é rural, que a sua cultura hoje é tão urbana quanto a de qualquer cidade. Há duas possibilidades que contribuem para essa ideia: ignorância ou cegueira. Ou não sabem o que estão a dizer, ouviram daqui e dali e juntaram essas peças segundo o modo como gostam de imaginar o mundo; ou estiveram lá, mas não foram capazes de ver, mediram os outros pelos seus próprios critérios, baralharam as proporções, tomaram alguma coisa por outra coisa qualquer. Acharam talvez que, por haver televisão e Internet, não existia uma forma própria de entender o mundo e a vida.
As certezas absolutas que tínhamos acerca da modernidade e do desenvolvimento trouxeram-nos aqui. Foram elas que despovoaram o interior e transformaram aqueles que lá continuam numa minoria. A discrepância é enorme: uma aldeia assinalada no mapa tem menos gente do que o prédio mediano de uma qualquer avenida. Por isso, como sempre acontece com as minorias desfavorecidas (principalmente quando nem sequer são reconhecidas como tal), os seus direitos não são defendidos, a sua cultura é posta em causa.
A ruralidade não é o estereótipo da ruralidade. As piadas com personagens do meio rural têm a mesma raiz que as piadas sobre negros, homossexuais ou loiras. A discussão acerca da sua pertinência é a mesma.
Porque temos tantos problemas com os outros, mesmo quando estão na sua vida, apenas a lutar por sobreviver? Como nos deixámos convencer que engrandecemos se inferiorizarmos os outros?
Neste preciso momento, estamos a preparar o futuro. Se é verdade, apesar de não ser a única verdade, que a ruralidade mantém relações com o passado, temos todo o interesse de aproveitar essa sensibilidade, essa experiência. Não nascemos de geração espontânea. Chegamos de algum lado, que também nos constitui. A nossa história é parte de nós, mesmo que a recusemos. Desprezar a nossa história e a nossa cultura é desprezarmo-nos a nós próprios.
Enquanto estamos aqui, eles estão lá. A nossa realidade partilha este tempo com a realidade deles. Este tempo não pertence mais a uns do que outros.
Parece-me pertinente considerar a hipótese de que o futuro desejável possa conter um pouco desse mundo. E se o interior do país e a ruralidade contiverem não apenas passado, mas também futuro?
Em todos os instantes construímos o que virá. Estamos aqui, existimos, ainda estamos a tempo.
José Luís Peixoto, in revista UP, fevereiro de 2017
www.joseluispeixoto.net
20 de março de 2015
5 de maio de 2014
Planeta urbano
"Área urbanizada do planeta triplicou em 14 anos"
"A superfície terrestre voltou a ser catalogada depois de um
levantamento feito em 2000. Catorze anos depois, a versão actualizada é a
mais detalhada de sempre sobre a forma como está distribuído o planeta.
Conclusão: a área com construção humana triplicou e ocupa agora 0,6% da
Terra, enquanto as zonas de cultivo e as cobertas por árvores
diminuíram.
A base de dados Global Land Cover SHARE, divulgada pela Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) das
Nações Unidas, reuniu informação sobre toda a superfície terrestre
recolhida através de imagens por satélite e da harmonização de
definições e padrões internacionalmente aceites para a classificação da
superfície terrestre. Até aqui, este processo era complexo, já que eram
utilizados dados de países e organizações recolhidos através de
processos com diferentes critérios de selecção de informação.
“Pegámos
nas melhores bases de dados disponíveis nacional e internacionalmente,
criámos imagens de alta-resolução e juntámo-los numa base de dados
global com uma resolução de aproximadamente um quilómetro quadrado”,
explica o responsável pelo projecto na FAO, John Latham, ao site
de informação científica SciDev. Para garantir que os dados eram o mais
correctos possível, foram visitados mil locais aleatoriamente para
confirmar se se tratava de uma área de cultivo ou de uma zona de
pastagem, por exemplo.
Reunidos os dados, a equipa de Latham
classificou as zonas do planeta em 11 categorias — urbana, deserto,
corpos de água, vegetação herbácea, manguezais, neve e glaciares, áreas
arborizadas, cultivo, pastagens, vegetação escassa e áreas de vegetação
arbustiva.
Comparando os dados de 2000 com os recentemente
reunidos, o Global Land Cover SHARE concluiu que se, por um lado, as
zonas com construções feitas pelo homem ganharam terreno em 14 anos, as
áreas de cultivo diminuíram de 15,7% para 12,6%, e a superfície
terrestre coberta de árvores perdeu espaço, recuando de 29,4% para
27,7%. À excepção das zonas ocupadas por neve, glaciares e a Antártica
(2,7%) todas as outras zonas cresceram e apresentaram novas percentagens
no planeta: deserto (15,2%), vegetação herbácea, escassa e arbustiva e
pastagens (31,5%), corpos de água e manguezais (2,7%).
John Latham
considera que saber de que forma a superfície terrestre é preenchida é
“essencial para promover uma gestão sustentável dos recursos” do
planeta, nomeadamente a produção agrícola para alimentar uma população
em crescimento — actualmente mais de sete mil milhões —, mas também
garantir a protecção do ambiente.
Para o responsável do Global
Land Cover SHARE, este projecto é “uma ferramenta valiosa para avaliar a
sustentabilidade da agricultura e para suportar provas baseadas num
desenvolvimento rural sustentável e no uso da terra que contribua para
reduzir a pobreza, permitindo sistemas agrícolas e alimentares
inclusivos e eficientes e aumentar a resiliência dos meios de
subsistência”.
Quanto à questão ambiental, o projecto é
apresentado como um meio para compreender as alterações climáticas e o
seu impacto nos recursos naturais e na produção de alimentos.
Com a
diminuição das áreas de cultivo para 12,6% da superfície terrestre,
John Latham alerta que é necessário inverter o que poderá ser uma
tendência, dado o crescimento constante da população mundial. A FAO
estima que a produção de alimentos para dar resposta a este crescimento
terá que aumentar 60% até 2050."
Fonte: Público 5.5.2014
Descarregar aqui o relatório Global Land Cover SHARE
16 de maio de 2013
11 de março de 2012
Vida no campo
Depois de "A rua da estrada", Álvaro Domingues está de volta com um novo livro, recheado de fotografias a cores, - "Vida no campo", sobre as transformações da paisagem rural portuguesa.
12 de novembro de 2011
5 de outubro de 2011
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