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9 de junho de 2017

12 de outubro de 2012

Separatismos em África

FireShot Pro Screen Capture
Fonte: The Guardian

Um mapa interativo do Guardian online, com os países onde os conflitos armados persistem em resultado de disputas territoriais.

19 de abril de 2012

Estados falhados

A revista Foreign Policy online divulga, novamente, o Índice dos estados falhados, relativo a 2011, através do qual demonstra a situação de vários estados do mundo, em particular do continente africano, no que respeita aos níveis de desenvolvimento, direitos humanos, situação política, entre outros. Destaque para o dossier fotográfico "Postcards from Hell, 2011", que ilustram algumas das situações mais graves.

17 de maio de 2011

O futuro de Schengen?

Os recentes acontecimentos no Norte de África e a fuga maciça de africanos em direcção à Eruopa, a par da aparente (?) desorientação política da UE, levou já a Dinamarca a "colocar" fronteiras no seu território. O sítio GeoCurrents aborda este assunto com pormenor.

31 de março de 2011

World Freedom Atlas

World Freedom Atlas é um projecto de um atlas interactivo destinado a representar dados de natureza sócio-económica e política. De momento, o World Freedom Atlas fornece-nos mapas para indicadores de natureza política e no campo dos direitos de voto, liberdade de expressão, tipo de governo, processo eleitoral, entre outros.

7 de março de 2011

Potencial de "agitação" dos Estados

Nos tempos que correm, sobretudo após os recentes acontecimentos que afectam os países árabes, a informação sobre o potencial de agitação social pode ser antecipatória do futuro. A revista Atlantic online tem um bom artigo sobre este assunto, intitulado "Can data predict political revolutions?"

O autor destaca o (ainda curto) ano de 2011 como um dos mais importantes da história das revoluções, a par de 1848, 1918, 1949 e 1968. A explicação convencional para esta onda revolucionária, assenta no desemprego de milhares de jovens, em países cujo regime autocráticos e corruptos geraram o descontentamento desses milhares de jovens, ligados como nunca pelas redes sociais (Facebook e Twitter). Este último factor é contrariado por Malcolm Gladwel (o mentor da iniciativa Movimento Millenium) numa entrevista à revista Única/Expresso, o qual argumenta que outras revoluções anteriores não dependeram destas redes sociais para acontecerem, e que, se não existisse Facebook, os movimentos de revolta que ocorrem existiriam na mesma.

O artigo faz também referência ao Índice "Shoe-Thrower" (relembre-se o protesto de um iraquiano ao atirar um sapato a George W. Bush ou o que aconteceu na praça Tahrir assim que Mubarak falou ao país anunciando que não se demitia), criado pela revista The Economist, que pretende representar a probabilidade de instabilidade nos países da Liga Árabe.

Este índice é ponderado com base na estrutura etária da população (principalmente pela percentagem de pessoas com menos de 25 anos de idade), no número de anos que o governo está no poder, na sua falta de democracia e no excesso de corrupção, na prevalência de censura , e no nível de desenvolvimento económico, medido pelo PIB per capita.

Por fim, o autor deste artigo coloca em evidência o índice por si criado (Índice de Agitação Potencial), calculado com base em dados do Banco Mundial, da Organização Mundial do Trabalho e da consultora Gallup, cujos resultados estão expressos no mapa em cima. Este índice foi calculado com base em: "human capital levels in combination with percent of the workforce in the creative class, life satisfaction, GDP per capita, perceptions about local labor market conditions, Internet access, freedom, tolerance, and honesty in elections".

28 de outubro de 2010

Noam Chomsky e as 10 estratégias de manipulação mediática

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRACÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicos, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neuro-biologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado "problema-reacção-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reacção no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económico para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la graduadamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições sócio-económicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adoptar um tom infantilizante. Por quê?"Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover o público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto...

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTO-CULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema económico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua acção. E, sem acção, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neuro-biologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

(Chegado por email)