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25 de novembro de 2018

Interior, espaço de geografia incerta

FireShot Pro Screen Capture

No PÚBLICO online de hoje, um interessante ensaio sobre o interior, "espaço de geografia incerta" que "parece ter calhado no lado errado do mapa", da autoria do geógrafo Álvaro Domingues.

13 de fevereiro de 2017

Sobre o interior


Enquanto estamos aqui, eles estão lá. Reconhecer a existência dos outros é o passo mais essencial para respeitá-los.

Afirmar o interior do país e o meio rural como uma realidade folclórica, exótica, ligada exclusivamente ao passado, é um insulto. Se existe agora, neste momento, então é presente. Se há quem ande de carroça hoje, então hoje também se anda de carroça. Não é possível levar uma vida no passado, acorda-se sempre no dia em que se está. Defender que a realidade do interior não é contemporânea transporta a visão tendenciosa e preconceituosa de que o nosso tempo é intrinsecamente urbano.

Também há quem argumente que o interior já não é rural, que a sua cultura hoje é tão urbana quanto a de qualquer cidade. Há duas possibilidades que contribuem para essa ideia: ignorância ou cegueira. Ou não sabem o que estão a dizer, ouviram daqui e dali e juntaram essas peças segundo o modo como gostam de imaginar o mundo; ou estiveram lá, mas não foram capazes de ver, mediram os outros pelos seus próprios critérios, baralharam as proporções, tomaram alguma coisa por outra coisa qualquer. Acharam talvez que, por haver televisão e Internet, não existia uma forma própria de entender o mundo e a vida.

As certezas absolutas que tínhamos acerca da modernidade e do desenvolvimento trouxeram-nos aqui. Foram elas que despovoaram o interior e transformaram aqueles que lá continuam numa minoria. A discrepância é enorme: uma aldeia assinalada no mapa tem menos gente do que o prédio mediano de uma qualquer avenida. Por isso, como sempre acontece com as minorias desfavorecidas (principalmente quando nem sequer são reconhecidas como tal), os seus direitos não são defendidos, a sua cultura é posta em causa.

A ruralidade não é o estereótipo da ruralidade. As piadas com personagens do meio rural têm a mesma raiz que as piadas sobre negros, homossexuais ou loiras. A discussão acerca da sua pertinência é a mesma.

Porque temos tantos problemas com os outros, mesmo quando estão na sua vida, apenas a lutar por sobreviver? Como nos deixámos convencer que engrandecemos se inferiorizarmos os outros?

Neste preciso momento, estamos a preparar o futuro. Se é verdade, apesar de não ser a única verdade, que a ruralidade mantém relações com o passado, temos todo o interesse de aproveitar essa sensibilidade, essa experiência. Não nascemos de geração espontânea. Chegamos de algum lado, que também nos constitui. A nossa história é parte de nós, mesmo que a recusemos. Desprezar a nossa história e a nossa cultura é desprezarmo-nos a nós próprios.

Enquanto estamos aqui, eles estão lá. A nossa realidade partilha este tempo com a realidade deles. Este tempo não pertence mais a uns do que outros.

Parece-me pertinente considerar a hipótese de que o futuro desejável possa conter um pouco desse mundo. E se o interior do país e a ruralidade contiverem não apenas passado, mas também futuro?

Em todos os instantes construímos o que virá. Estamos aqui, existimos, ainda estamos a tempo.

José Luís Peixoto, in revista UP, fevereiro de 2017 
www.joseluispeixoto.net

4 de novembro de 2012

Desenvolvimento regional e urbano

 
REGIONAL AND URBAN DEVELOPMENTS IN PORTUGUESE-SPEAKING COUNTRIES
Editors: Márcio Moraes Valença (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Campus Universitario- Logoa Nova, Brazil) Fernanda Cravidão, Jose Alberto Rio Fernandes (CEGOT – Universidad do Porto)
ISBN: 978-1-61470-876-6
Pub. Date: 2012- October
Book Description:
In this book, a number of concepts and understandings about 'development' intertwine. Scales, times and human activities are projected onto territories, as to interpret realities. The future of population, the territorial (in)balances and complexity of managing spaces are recurring themes. Regional, sustainable, tourism and historical developments are the major headings under which chapters are organized. Under these headings and in the chapters, a number of themes are treated, including those of economic integration; flows of foreign investments; regional integration; border areas; urbanization; infrastructure provision; mobility; transports; urban sprawl; deprivation and health; poverty; environmental degradation; quality of life; housing; second homes; land use management and heritage. (Imprint: Nova)
Table of Contents:
Contents - pp. i-vii
Regional and urban developments in Portuguese-speaking countries – An introduction - pp. 1-4
Regional Developments
Chapter 1. Iberian market integration: a case study of Spanish investments in Lisbon Metropolitan area (LMA) - pp. 7-28 (Iva Maria Miranda Pires, Universidade Nova de Lisbon)
Chapter 2. Territorial occupation in Eastern Brazilian Amazon – how small cities express regional dynamics - pp. 29-50 (Ana Cláudia Duarte Cardoso, Universidade Federal do Para)
Chapter 3. New urban dynamics and the phenomenon of sprawl in the North Western Iberian peninsula - pp. 51-66 (Lorenzo López Trigal, Jose Somoza Medina, Universidad de León, Spain)
Chapter 4. UNICAMP-The spatial integration of the regional infrastructure in South America - pp. 67-86 (Elói Martins Senhoras, Claudete de Castro Silva Vitte)
Chapter 5. Issues concerning the complexity of urban and rural spaces: Brazilian and South American countries boundaries - pp. 87-96 (Paulo Ricardo da Rocha Araújo)
Chapter 6. Land use changes in Portugal: selected municipalities in the Douro Region - pp. 97-118 (Júlia Maria Lourenço, Cristina Carvalho Danko, Universidade do Minho; Luís Ramos, University of Trás-os-Montes and Alto Douro, Delfim Fernandes)
Chapter 7. Rural real estate tax in the state of Sao Paulo- Brazil: fiscal renunciation and evasion - pp. 119-130 (José Gilberto de Souza, Unesp, Jaboticabal, José Jorge Gebara
Chapter 8. The impact of a main road (IP4) on the development of urban soil use in municipality of Vila Real, Portugal - pp. 131-140 (Delfim Fernandes, Luís Ramos, University of Trás-os Montes e Alto Douro; Júlia Maria Lourenço, University of Minho)
Sustainable Developments
Chapter 9. Daily mobility, transportation and sustainability in Portugal - pp. 143-162 (Paula Cristina Remoaldo, Universidade do Minho; Miguel Pazos Otón, University of Santiago de Compostela)
Chapter 10. Land planning and management policies, urban trends and environmental (un)sustainability. The case of Lisbon metropolitan area - pp. 163-178 (Elisabete Freire, J.L. Crespo, Universidade Tecnica de Lisboa)
Chapter 11. Neighbourhood deprivation, social capital erosion and health inequalities in the Lisbon Metropolitan Area, Portugal - pp. 179-192 (Helena Nogueira, Universidade de Coimbra)
Chapter 12. USP Guidelines based on sustainable indicators for informal settlement upgrading in environmentally preserved areas => pp. 193-212 (Patrícia Aulicino, Universidade de São Paulo)
Chapter 13. Systemic analysis of environmental degradation in river valleys resulting from urban dynamics - pp. 213-228 (Loreley Garcia, Universidade Federal da Paraíba; Niedja Lemos, Centro Universitário de João Pessoa - UNIPE)
Chapter 14. Regional markets and equitable development in northern Brazil: urban, metropolitan and frontier farming in the central Amazon - pp. 229-254 (Maria de Souza Mello Bicalho, Universidade Federal do Rio de Janeiro and Scott William Hoefle)
Chapter 15. Geoprocessing technologies in evaluation of sustainable urban development – A case study in the Northeast of Brazil => pp. 255-274 (Reinaldo Antonio Petta, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Cleyber Nascimento de Medeiros, Instituto de Pesquisa e Estratégia Econ. do Ceará – IPECE; Paulo Sérgio de Rezende Nascimento, Universidade Federal do Rio Grande do Note; Thomas F. Costa Campos)
Chapter 16. Sports, education and sustainable development: a Brazilian reflection - pp. 275-284 (Renata Osborne, Carlos Alberto Figueiredo da Silva, Universidade Salgado de Oliveira; Sebastião Josué Votre, Universidade Gama Filho - UGF)
Chapter 17. Living places in the city of porto alegre, Brazil. An approach to assessing the quality of residential spaces in the light of the principles of sustainability - pp. 285-308 (Maria Conceição Barletta Scussel, Miguel Aloysio Sattler, Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Tourism Developments
Chapter 18. Tropism, the tourism greatest myth - pp. 311-326 (Eustógio Wanderley Correia Dantas, Universidade Federal do Ceará)
Chapter 19. The reflex of tourism on the place´s dynamic - pp. 327-342 (Mauro Lemuel Alexandre, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Kátia Simone Santiago Teixeira, CEFET-RN)
Chapter 20. Second-home tourism in coastal risk areas – a Portuguese case - pp. 343-362 (Luísa Pinho, Helena Albuquerque, Filomena Martins, Universidade de Aveiro)
Historical Developments
Chapter 21. Portugal and overseas territories political construction => pp. 365-382 (Rui Paes Mendes, Centro de Estudos em Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT), Portugal)
Chapter 22. "In via": revisiting the Franciscan heritage in a quest for new cultural and tourist exchanges - pp. 383-398 (Maria Angélica da Silva, Universidade Federal de Alagoas)
Chapter 23. The city and national integration of Brazil from a historical perspective - pp. 399-422 (Rubenilson Brazão Teixeira, Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
Chapter 24. Order and discipline in the construction of the urban space of the native villages from Rio Grande captaincy – XVIII Century - pp. 423-442 (Fátima Martins Lopes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
Chapter 25. Urbane reception of rustic rapine: the place of A Brazilian Mystic in Brazilian studies - pp. 443-454 (Sandra Erickson, Glenn Erickson, Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
Index - pp. 454-473


27 de abril de 2012

12 de abril de 2010

Lourinhac!!!!!

Cognac, Armagnac e Lourinhac

"O solo da Lourinhã esconde segredos bem guardados. Como os vestígios da era dos dinossauros ou as uvas que dão origem à única aguardente vínica portuguesa com região demarcada exclusiva. Muitos portugueses não sabem, mas no mundo só há dois outros casos assim: os gigantes franceses Cognac e Armagnac.O que temos de tentar identificar quando provamos uma aguardente? O crítico de vinho e gastronomia e professor universitário Fernando Melo explica-nos o processo e conduz-nos por uma prova cega com aguardentes das três únicas regiões demarcadas." Público online 5/4/2010


13 de março de 2009

Fórum Social Intermunicipal

18, 19 e 20 de Março, na Lourinhã

Uma boa iniciativa por parte das "minhas duas autarquias". Tentarei passar por lá, para assistir a algumas conferências e oficinas interessantes que estão previstas. O programa pode ser descarregado daqui.